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    COMUNICAÇÃO HUMANA I

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    josué

    Masculino Número de Mensagens: 43
    Data de inscrição: 09/07/2008

    COMUNICAÇÃO HUMANA I

    Mensagem  josué em Sex Jul 11, 2008 10:35 pm

    COMUNICAÇÃO HUMANA

    A comunicação humana nasceu, provavelmente, de uma necessidade que se fez sentir desde os mais primitivos estágios da civilização.
    Desde o momento em que os homens passaram a viver em sociedade, seja pela reunião de famílias, ou pela comunidade de trabalho, a comunicação tornou-se imperativa. Isto porque, somente através da comunicação, os homens conseguem trocar idéias e experiências.

    2.1 - Conceito
    Comunicação Humana - É o processo pelo qual os homens se relacionam, transmitindo e recebendo idéias, impressões e imagens.

    2.2 - Elementos Indispensáveis à Comunicação
    - Transmissor - aquele que transmite.
    - Receptor - aquele que recebe.
    - Mensagem - o que temos a transmitir.
    - Canal ou meio - processo usado na transmissão da mensagem.
    - Código - linguagem utilizada (deve ser comum as pessoas que se comunicam).

    2.3 - Aspectos da Comunicação Oral
    2.3.1 - Voz - emissão de sons.
    a) Características
    - Tonalidade - grau de acuidade ou gravidade da voz. Característica que identifica a voz normal, aguda ou grave.
    - Inflexão - modulação da voz (variação da tonalidade). Característica que o instrutor utiliza para evitar o mesmo tom de voz durante muito tempo provocando desinteresse ou sono nos alunos.
    - Timbre - característica que permite distinguir uma voz da outra.
    - Intensidade - força com que o som é produzido. É o grau de audibilidade da voz, usado para maior ou menor distância.
    - Ênfase - variação da intensidade da voz.

    2.3.2 – Fala – transmissão do nosso pensamento.
    a) Características
    - Ritmo - cadência da fala (velocidade em que falamos).
    • Normal - entre 75 a 100 palavras por minuto (ppm).
    • Lento - abaixo de 75 ppm.
    • Rápido - acima de 100 ppm.
    - Articulação - emissão completa dos fonemas de uma palavra.
    - Correção de Linguagem - falar corretamente, sem erros ou vícios de pronúncia.
    - Fluência - facilidade de expressar-se de forma concatenada (organizada).

    2.4 - Tipos de Linguagem
    São cinco as formas ou maneiras das pessoas se relacionarem. A saber:
    - Culta - linguagem falada por pessoas de nível elevado.
    Ex: médicos, cientistas, engenheiros, etc.
    Obs: pode tornar-se pedante, pois o seu entendimento constitui privilégio de poucos.
    - Coloquial - é a linguagem espontânea, usada para satisfazer as necessidades vitais do
    falante. É a linguagem cotidiana, que comete pequenos, mas perdoáveis deslizesgramaticais.
    - Vulgar - linguagem própria das pessoas sem instrução. É natural, colorida, expressiva, livre de convenções sociais. Infringe totalmente as convenções gramaticais.
    - Regional - circunscrita à regiões geográficas.Tem um patrimônio vocabular próprio, típico de cada região.
    - Grupal - é uma linguagem hermética, porque pertence a grupos fechados.
    Exemplos: expressões técnicas, para as ciências e as profissões; gíria para grupos, como: policiais, estudantes, jovens, etc.

    2.5 - Barreiras Verbais
    São obstáculos à efetividade da comunicação humana, provocados por palavras ou expressões capazes de despertar antagonismos. São inconscientes, pois não nos damos conta de sua ocorrência.
    2.5.1 - Principais Barreiras Verbais
    - Expressões ou palavras que se repetem excessivamente durante a exposição. Ex: “NÉ”, “CERTO”, “TÁ”, “OK”, “É”, “VIU”, etc.
    - Certos vícios de linguagem e defeitos de pronúncia. Ex: “SASTIFEITO”, “FRAMENGO”, “MORTANDELA”, “POBREMA”, etc.
    - Palavras sérias ditas em tom jocoso. Ex: “MESTRE”, “AUTORIDADE”, “EXCELÊNCIA”, “COMANDANTE”, “PATRÃO”, etc.
    - Palavras e expressões excessivamente familiares. Ex: “PRIMO”, “MEU IRMÃO”, “MEU FILHO”, “COMPANHEIRO”, etc.
    - Palavras que fazem referência a defeitos ou características físicas (depreciativamente). Ex: “GORDUCHO”, “TAMPINHA”, “CARECA”, “BAIXINHO”, “GAGUINHO”, etc.
    - Uso excessivo de gírias. Ex: “É ISSO AÍ XARÁ”, “FALOU MALANDRAGEM”, “TUDO BEM CARA”, “OI MALANDRAGEM”, etc.
    - Palavras que constituem flagrante desafios. Ex: “QUERO VER SE VOCÊ É CAPAZ”, “DUVIDO QUE RESPONDA ISSO AQUI”, etc.

    2.6 - Apresentação Corporal
    Diz respeito a apresentação e características do instrutor durante sua permanência em sala de aula, a saber:
    - Contato Visual - O instrutor deve olhar francamente para os alunos, procurando verificar tudo que ocorre na sala, evitando com isso que os alunos durmam, conversem ou façam coisas alheias a aula.
    - Aparência - Maneira de se vestir (cabelo cortado, barba feita, sapato engraxado, etc.)
    - Postura - Posição do Corpo. O instrutor deve manter uma postura, ereta e não arqueada. Não deve também debruçar-se, permanentemente, sobre o púlpito, pois pode passar a idéia de cansaço.
    - Fisionomia - Expressão do rosto do instrutor. Este não deve se apresentar tão risonho a ponto de provocar risos constantes na turma ou com fisionomia muito fechada bloqueando possíveis perguntas do aluno.
    - Movimentação - O instrutor deve deslocar-se constantemente alternando sua posição para obter permanentemente a atenção da turma.
    - Gesticulação - Movimento adequado dos braços e das mãos. O instrutor deve ter cuidado ao movimentá-los para não provocar gestos desconexos ou obscenos.

    ORGANIZAÇÃO DA AULA

    3.1 – CONCEITO – É o ROTEIRO que o instrutor deve seguir para que uma aula seja ministrada corretamente e se alcance os objetivos da aprendizagem. É dividido em três etapas.

    3.1.1 – FASES DA AULA
    a) PREPARAÇÃO – É todo o processo que antecede a aula e envolve os seguintes procedimentos:
    - Consulta ao CURRÍCULO do curso;
    - Seleção das fontes de consulta;
    - Estudo do assunto;
    - Verificação do local da aula;
    - Seleção dos recursos instrucionais; e
    - Elaboração do PLANO DE AULA.

    b) EXECUÇÃO – Fase em que o instrutor coloca em prática seu plano de aula, estimulando a participação dos alunos em todo o seu desenvolvimento. Compreende CONCO etapas: Introdução, Explicação, Aplicação, Verificação e Sumário;

    c) ANÁLISE – Fase da aula que tem por objetivo aprimorar o desempenho do instrutor. Realizada imediatamente após a aula através da AUTO-AVALIAÇÃO, ou durante a aula, por um AVALIADOR qualificado.

    3.1.2 – ETAPAS DA AULA
    São etapas a serem cumpridas durante a fase de execução.
    a) Introdução – Destina-se a apresentar o assunto de modo a preparar o aluno e despertar seu interesse. Ocupa 10% do tempo da aula. Itens da etapa Introdução:

    - Apresentação – O instrutor se apresenta para a turma. Quando for uma aula sequenciada, esse item pode ser omitido;
    - Resumo da aula anterior – É feito um breve resumo da aula anterior;
    - Título da aula – O instrutor anuncia para a turma o título da sua aula;
    - Tópicos – o instrutor apresenta o assunto a ser ministrado dividindo-o em tópicos;
    - Propósitos – comportamentos que o instrutor espera que os alunos apresentem ao final da aula como resultado da aprendizagem; e
    - Incentivação – O instrutor procura despertar a atenção e interesse dos alunos utilizando as técnicas de incentivação.

    b) Explicação – É a aula propriamente dita. Ocupa 60% do tempo da aula;

    c) Aplicação – É a etapa em que os alunos PRATICAM o que aprenderam na explicação. Ocupa 10% da aula;

    d) Verificação – Destina-se a avaliar ou verificar o grau de aprendizagem dos alunos, através de testes, perguntas orais ou tarefas. Esse processo tem duração de 10% da aula;

    e) Sumário – Realiza-se uma revisão dos pontos mais importantes da aula e são repetidos os aspectos que geraram dúvidas. Tem duração de 10% da aula.

      Data/hora atual: Sex Jul 25, 2014 1:55 pm