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    PAGANIZAÇÃO DA IGREJA (séc.II ao séc XVI)

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    josué

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    Data de inscrição : 09/07/2008

    PAGANIZAÇÃO DA IGREJA (séc.II ao séc XVI)

    Mensagem  josué em Sex Set 04, 2009 3:15 pm

    PAGANIZAÇÃO DA IGREJA:
    PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE O
    SÉCULO II ATÉ A REFORMA

    Antes de terminar o período apostólico, o Império Romano já sentia a força do Cristianismo e percebia que não era um simples ramo do judaísmo, como pensavam, a religião dos judeus contava com a proteção legal.

    A instalação de um “reino sem aparência exterior”, sem aparatos, sem templos, constituído por “cidadãos celestiais” separados, livres, sem preconceitos, atraía todas as classes.

    O programa de expansão da Igreja cumprido pelos discípulos, estabelecendo Igrejas em todos os lugares, permitiu que o cristianismo estivesse fortemente representado “até aos confins da terra”.

    PERSEGUIÇÕES

    NERO: 54 a 68 d.C., inaugura oficialmente o período das perseguições. Caráter de Nero: mata seu irmão adotivo, sua mãe e sua mulher Otávia e se mata em 68. Acusa os cristãos do incêndio a Roma, quando consta que ele mesmo seria o mandante do incêndio, com o pretexto de reconstruir a cidade. A tradição afirma ter sido nesse período o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.
    A morte dos cristãos era divertimento para o povo, que iam em massa às arenas assistir os cristãos serem jogados às feras ou servirem de iluminação à noite nos postes dos jardins dos palácios, que eram utilizados para queimar os servos de Deus que “como ovelhas mudas” recebiam de bom grado o martírio pelo seu Senhor.

    ACUSAÇÕES CONTRA OS CRISTÃOS:
    • Ateísmo - Não adoravam o Imperador ou os deuses pagãos.
    • Vida independente do Estado - Anarquia, reuniões secretas; incendiários.
    • Libertinagem - Pela comunhão que mantinham.

    DOMICIANO: 81 a 96, proclama-se “deus” e “Júpiter”. Considerava qualquer outra religião como traição e prejudicial à ordem e estabilidade do governo. O apóstolo João foi banido para a Ilha de Patmos.

    Os séculos II e III foram manchados pelo sangue dos mártires. Mas, parece que o sangue regava a semente que frutificava. As reuniões eram feitas ocultamente nas caladas da noite, nas catacumbas de Roma. O povo que assistia às mortes, queria saber que força era aquela que levava os cristãos a morrerem sem queixas e até cantando! E ainda não viam razão para as acusações e os maus tratos que sofria aquele povo indefeso.
    Testemunho de um historiador da época: “muitos cristãos sendo queimados, crucificados e degolados diariamente a nosso olhos”. Esse estado de coisas permaneceu até o princípio do século IV.
    248 a 305: Diocleciano. Queima das Escrituras, derrubada de Templos, prisão para os responsáveis por Igrejas.

    SÉCULO IV: 306 a 323. Imperador Constantino adota o Cristianismo como religião legal do Império. Igreja e Estado separados foi o ensino de Jesus. “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

    Se por um lado podemos considerar triunfo do cristianismo, devemos notar que, neste momento histórico começa também a paganização da Igreja.

    Os novos convertidos, em grande número, sem compreender os princípios básicos do cristianismo, Novo Nascimento, união vital com Cristo, crescimento na graça e no conhecimento, salvação por fé e graça, julgavam que a prática de obras, formalismos, ritos e cerimônias eram o suficiente.

    Daí marca-se duas tendências históricas:
    • Direção da Igreja por um poder central;
    • Reação em favor da volta às normas apostólicas, aos ensinos do Novo Testamento.

    Ainda no final do século IV, 379 a 395, sob o reinado de Teodósio, o cristianismo é reconhecido pelo Senado como religião oficial do Império. Disto resultou:

    • Perseguição ao paganismo por bispos que tinham a ajuda do poder civil.
    • Muitos pagãos se convertiam, fugindo da perseguição, apenas para fazer parte da maioria e agradar o governo.
    • Costumes pagãos adotados e instituições que cada vez mais afastaram a Igreja do Cristianismo
    • Uso de água benta. O Imperador Juliano ordenou a aspersão de todo gênero alimentício para que os cristãos, não comessem comidas sacrificadas a ídolos pagãos.
    • “Culto a mortos”. Os gregos homenageavam os heróis mortos para incentivar os jovens. Os cristãos passaram a cultuar os mártires para inspirar suas vidas. Constantino recolhe relíquias e até ossos de mártires, que eram guardados debaixo da mesa da comunhão. Constantino também adota ornamentos exteriores das religiões pagãs para tornar o cristianismo uma religião mais agradável aos gentios.
    • 381: Culto a Maria. Semelhança do culto Babilônico onde a mulher e seu filho eram adorados.
    • 500: Uso da batina e outras vestimentas.
    • 605: Papado.
    • 703: Culto a imagens.
    • 993: Canonização.
    • 1064: Pão da Ceia substituído pela hóstia, vítima oferecida em sacrifício. “Cristo é morto todas as vezes que o sacerdote consagra o pão”.
    • 1074: Casamento proibido aos sacerdotes (celibato).
    • 1076: Infalibilidade do Papa. A esse tempo a Igreja estava longe dos ensinos do Novo Testamento.
    • 1148: Santa Inquisição. Tribunal instituído para condenar todos os que se levantavam contra a Igreja. Eram os mártires que apontavam os abusos das Igrejas.
    • 1229: Proibição da leitura da Bíblia.

    Nota: A falta de vida espiritual real foi sendo substituída pela disciplina exterior, confissão obrigatória ao sacerdote, confissões públicas, jejum e orações penitenciais, flagelações, excomunhão.

    Inicialmente havia, na Igreja Apostólica, uma unidade espiritual, não havia Igreja que exercesse autoridade sobre outras Igrejas, sistema de Igreja local. Posteriormente, na tentativa de unificar a Igreja que se organizava, apareceu a Igreja Católica ou Universal, que era então, uma associação de igrejas ligadas por acordo formal, unidade externa.

    Na Igreja primitiva a liderança local era plural. Anciãos, presbíteros, bispos e diáconos.

    Afastando-se, cada vez mais, dos princípios estabelecidos pelos apóstolos, surgiram os líderes únicos sobre igrejas de determinada região, chamados bispos. Os bispos de regiões maiores reivindicavam para si autoridade sobre outras regiões, principalmente na Idade Média, a Igreja de Roma, cidade do Imperador, alcançou para si a autoridade sobre todas as Regiões do Império Romano Ocidental (Papado).

    Obs.: A vida monástica surgia devido a uma busca de salvação e santidade. Erroneamente, acreditavam na salvação pelas obras e a santificação pela “separação do mundo, pela abnegação a tudo que é material”. Duas características: Oriente: monges ermitões (século II); Ocidente: vida comunitária em mosteiros (século IV).

    Autor Desconhecido

      Data/hora atual: Seg Set 25, 2017 4:40 pm