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    O AMOR A FORCA MOTRIZ DA FAMÍLIA

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    josué

    Masculino Número de Mensagens : 43
    Data de inscrição : 09/07/2008

    O AMOR A FORCA MOTRIZ DA FAMÍLIA

    Mensagem  josué em Sex Set 04, 2009 3:18 pm

    O AMOR A FORCA MOTRIZ DA FAMÍLIA BEM-AVENTURADA

    Uma das áreas mais bonitas das relações humanas é o enamoramento. Ele acontece quando a atração inicial chega ao climax. É o estágio mais delirante do amor - É uma época de emoções extravagantes. Sua fonte não é simplesmente uma nova pessoa, mas uma alteração na percepção. A sensação de fundir-se com outra pessoa vem do nosso espírito (pois foi Deus quem nos deu esse dom), vem de nossa alma (pois é um emaranhado de sentimentos amarrados pelas emoções, sentimentos, inteligência e vontade), e vem também do corpo (do cérebro).
    Do ponto de vista físico, até hoje, os pesquisadores não têm explicação bioquímica satisfatória para o caráter súbito e a força dessa alteração, muito embora cientistas tenham descoberto que neuropeptídeos associados com prazer intenso - em particular a serotonina - são elevados nos amantes. Mas o conhecimento científico não é capaz de explicar o modo como o amor romântico embreaga os que querem se enamorar.
    Todavia, no mundo em que estamos vivendo há uma conspiração contra o amor verdadeiro. A banalização do sexo, a vulgarização do divórcio e do amasiamento, a falta de romantismo de um mundo selvagem, a descatartabilização do ser humano entre outras razões têm levado as pessoas a não conhecerem o amor verdadeiro.
    Os conceitos bíblicos da família tradicional, por serem frágeis e apenas nominais, não sobrevivem à avalanche de deseducação encabeçada pela mídia e pelos formadores de opinião. É preciso urgente admitir a imprescindibilidade do verdadeiro amor e reconhecer os aspectos comprovadamente nocivos da promiscuidade! Crisóstomo disse “não importa quem está falando, mas se é a verdade, ela vem de Deus”. Nesse sentido, não sei se Vinicius de Moraes vivia os valores que prego, mas, certamente foi inspirado pelo Eterno quando escreveu: “Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor. Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor. Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor”.



    1. A palavra Amor e seus sentidos

    Em português, usamos sempre o único e mesmo verbo “amar”, seja qual for o amor ou sentimento a que nos queiramos referir. Ao passo que, na língua grega, em que os Evangelhos foram escritos, existem quatro verbos diferentes para dizer “amar”, cada qual com um sentido diferente.

    a) Sentido erótico
    Em primeiro lugar temos o verbo erao (donde deriva a palavra “eros” e o adjetivo “erótico”). Significa “amar” em sentido sexual. É empregado sempre para se referir ao afeto passional, à atração mútua do homem e da mulher no seu aspecto espontâneo e instintivo. Alude, pois, ao amor agradável. Por exemplo, no livro de Ester, diz-se: «o rei amou-a [erao] mais que a todas as outras mulheres» (2.17). E no livro do profeta Ezequiel, lê-se: «Por tudo isto, quero juntar todos os teus amantes [erao] aos quais agradaste, […]; vou descobrir a tua nudez diante deles (16,37). Em grego, o verbo “erao” emprega-se, pois, para descrever o amor romântico e carnal.

    b) Sentido familiar
    O segundo verbo grego que significa amar é stergo. Indica o amor familiar, o carinho do pai por seu filho, ou do filho por seu pai. Platão, por exemplo, dizia: O menino ama [stergo] aqueles que o trouxeram ao mundo, e é amado por eles.» Outro escritor grego, Filémon, expressava: «Um pai é doce para com o seu filho, quando é capaz de o amar [stergo]. Este verbo também aparece na Bíblia. São Paulo, na sua carta aos Romanos, pedia-lhes: «Sede afetuosos uns para com os outros no amor [stergo] fraterno» (12.10). Paulo usa este verbo a propósito, pois considera que os cristãos devem sentir-se membros de uma mesma família. O verbo “stergo” alude ao amor doméstico, de família, esse amor que não se merece, porque brota naturalmente dos laços de parentesco.

    c) Sentido Fraternal
    Um terceiro verbo grego que se usa para dizer amar, é fileo. Exprime o amor de amizade, o afecto caloroso e terno que se sente entre dois amigos. Em português seria mais apropriado traduzi-lo por “estimar”. Assim, quando Lázaro, o amigo de Jesus, adoeceu, as suas irmãs mandaram dizer-lhe: «Senhor, aquele que amas [fileo] está doente» (Jo 11.3). E quando Maria Madalena não encontra o cadáver de Jesus no sepulcro, sai a correr à procura de Pedro e «o outro discípulo, o que Jesus amava» (Jo 20.2). E o autor da Carta a Tito despede-se: «Saúda todos os que nos amam [fileo] na fé» (3.15). O verbo está tão relacionado com a ação de querer com amizade, que dele saiu a palavra “filos” (amigo), muito usado no NT. Assim, na parábola do filho pródigo, o irmão mais velho queixa-se ao pai: «Há tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos [filos]» (Lc 15.29). E o próprio Jesus na última ceia, ao despedir-se dos seus apóstolos diz-lhes: «Vós sois meus amigos [filos] se fizerdes o que Eu vos mando» (Jo 15.14). Vemos, então, que em grego se reserva geralmente a palavra “fileo” para o amor de camaradagem, de amizade, ou que de algum modo supõe uma resposta, uma retribuição.

    d) Sentido Caritativo
    Resta o quarto e último verbo, que é agapao. É utilizado para o amor de caridade, de benevolência, de boa vontade; o amor capaz de dar e continuar a dar-se sem esperar que nada lhe seja devolvido. É o amor totalmente desinteressado, completamente abnegado, o amor com sacrifício. Deste verbo deriva a palavra ágape (= amor de caridade). É o utilizado pelo apóstolo João quando, ao iniciar o relato da última ceia, escreve: «Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara [agapao] os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo» (13.1). E quando Jesus diz: «Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo [agapao] a vós. Permanecei no meu amor» (Jo 5.9). E quando recorda aos apóstolos: «Ninguém tem mais amor [ágape], do que quem dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15. 13). O amor de “agapao” não consiste no afetivo, mas no efetivo. É um amor racional e ativo. É o amor teológico. O amor total. A palavra de Deus enfatiza constantemente que o amor cristão é o áqape.

    2. O desafio do exercício do amor na família

    O mandamento do Deus para os maridos é que eles amem suas esposas como Cristo amou a sua noiva, a igreja. Deus irá cobrar isso dos maridos. E na lição fundamental do amor de Cristo é que devemos desistir de nossos próprios desejos pelo bem de outros, mesmo quando eles não estão agindo da maneira que pensamos que eles deveriam. Não diga, "Eu mudarei se ele ou ela também mudar." Se uma ação é boa para outros, faça-a, não importa o que eles estão fazendo. Se temos estado errados, admitamo-lo, não importa se eles admitiram seus erros.
    Mesmo se estivermos convencidos de que não somos a raiz de um problema, devemos perguntar-nos honestamente o que podemos fazer para melhorá-lo. Isto não significa ignorar o pecado. Jesus não causou nosso problema de pecado e não transigiu com o pecado, mas ele sacrificou-se para prover uma solução para o problema do pecado. Ele não foi enviado apenas para criticar-nos pelo nosso pecado, mas tornou-se envolvido para prover uma solução.
    Um cônjuge freqüentemente criticará: "É culpa dele (ou dela), então que ele (ou ela) resolva". Mesmo se isso for verdade, ajuda? Em vez disso, pense, "O que posso oferecer para fazer — como posso envolver-me — para ajudar a resolver este problema?" Em vez de dizer, "Por que você não faz isto?" diga "Por que nós não trabalhamos juntos nisto?" Enquanto nenhum esposo der o primeiro passo para desistir do que quer, a desavença continuará. Quando alguém quer consentir pelo bem do grupo, uma partida foi dada para a resolução do problema. Quando ambos querem consentir pelo bem do grupo, uma solução será definitivamente encontrada.

    O esposo tem a palavra final, mas não poderá fazer só o que ele quer. Ele tem que pôr de lado seus próprios desejos e fazer o que é melhor para a família toda. A esposa não poderá insistir no que ela quer, mas tem que consentir e submeter-se às decisões do esposo (1 João 4:9, 19; Atos 20:35; Lucas 10:25-37).
    Portanto, o amor é a forca motriz da família bem-aventurada, pois a família é o ambiente que Deus preparou para que o ser humano aprenda a amar e a doar-se generosamente. Nada move tanto ao amor, dizia Tomás de Aquino, quanto o saber-se amado. E é exatamente a família — como comunhão de pessoas onde reina o amor gratuito, desinteressado e generoso — o lugar onde se aprende a amar. O amor recíproco do esposo para com a esposa se prolonga no amor pelos filhos. Assim, a família é uma escola de amor. É preciso, no entanto, que saiba conservar a sua própria identidade: a de uma comunidade estável de amor entre um homem e uma mulher, fundada sobre o matrimônio e aberta à vida. Quando diminui o amor, a fidelidade ou à generosidade a respeito dos filhos, a família se desfigura.

    COMO DESENVOLVER O ASPECTO FÍSICO DO AMOR?
    DESENVOLVE-SE ESTE ASPECTO ELEVANDO-SE O SEU VALOR
    Claro que se perguntássemos a amigos não convertidos, "como desenvolver o amor físico", eles nos aconselhariam comprar revistas e vídeos pornográficos. Por termos valores de pessoas transformadas por Deus, que são habitadas pelo Espírito Santo, não podemos aceitar esta sugestão.
    Aquele que ainda não entregou sua vida a Jesus, não tem a mínima noção do que seja "a busca constante de santificação". Ele não vê a pornografia com maus olhos, MAS DEUS SIM!
    A Bíblia está cheia de orientações para que fujamos da prostituição (no grego, é a palavra pornéa, com o sentido de "toda imoralidade: seja em pensamento, palavra ou atitude").
    Irmão, se algum dia você "apelou" para os métodos acima, peça perdão a Deus, ao seu cônjuge, e como disse Jesus, "vá e não peques mais". Acabe com esta prática danosa para sua mente e para o seu casamento.

    Existem outras maneiras de desenvolvermos a área física do amor:

    Livros Cristãos: já temos vários livros cristãos que detalham como melhorar a vida sexual do casal, como "Ato Conjugal"- Ed. Betânia, e "Sexo e Intimidade"- Ed. Mundo Cristão, entre outros.

    Livros e Revistas Médicas: com matérias sérias, que podem ser indicadas por profissionais da área, para instrução e educação de seus pacientes.

    Palestras de Médicos Cristãos: feitas a classes de casais, visando um contato mais aberto e informal, possibilitando perguntas.

    Conheça os propósitos de Deus para o Sexo:
    Veja Hb 13: 4 "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros". A palavra honra tem o sentido de "precioso, cheio de valor". A palavra leito vem do grego KOITE, cuja melhor tradução é COITO, dando a idéia de uma relação sexual cheia de honra.
    O ato sexual não é pecaminoso. É uma bênção de Deus, pois Ele inventou o sexo. No entanto, devemos entender os propósitos para os quais ele foi criado:
    Procriação: Gn 1:28 - "E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a..."
    Prazer: Pv 5:18,19 - "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores, e gazela graciosa. Saciem-te os teus seios em todo o tempo, e embriaga-te sempre com suas carícias".
    Lembre-se que a mulher tem poucos dias férteis. Assim Deus não nos deu o sexo apenas para procriação, pois contrário, a mulher teria muitos dias férteis. O apóstolo Paulo orienta a que o casal cristão não se prive na área sexual, a não ser com mútuo consentimento e em ocasiões bem específicas (1 Co 7:5).
    Unidade: Este é o propósito quando o texto em Gn 2:24, menciona uma só carne.
    Revelação: O casamento é uma figura da alegria que teremos no céu.
    É preciso compreender a necessidade que o casal tem, da parte sexual. A relação sexual, deve ser considerada como um ministério. Deve ser incentivada e não reprimida, para que "Satanás não vos tente pela incontinência" ou seja, pela falta do sexo (1 Co 7:1-5).
    Devemos também entender a natureza pessoal da relação sexual. Na maioria dos casos, o homem "sobe" mais rapidamente, no vigor sexual, do que a mulher. Há portanto, a necessidade de autocontrole por parte do homem, para que sempre que possível, cheguem ao clímax juntos.
    Isto tem muita lógica, pois a vontade de Deus para o relacionamento sexual, em momento algum na Bíblia, é mostrada como um "jogo" solitário onde só um se satisfaz, mas é uma atividade entre o homem e a mulher casados.

    Extraído do livro A FAMÍLIA CRISTÃ
    Autor: ROBSON BRITO
    Pastor Presidente das Assembléias de Deus de Maringá e Região Metropolitana – prrobsonbrito@uol.com.br

      Data/hora atual: Seg Set 25, 2017 4:38 pm